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Dirofilariose | A doença do verme do coração

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Dirofilariose - a doença do verme do coração - ciclo biológico do parasita
Dirofilariose – a doença do verme do coração – ciclo biológico do parasita

A dirofilariose, também chamada “doença do verme do coração” (heartworm disease), é uma antropozoonose emergente de cães, de caráter crônico, causada por nematódeos do gênero Dirofilaria, onde Dirofilaria immitis é a espécie mais amplamente conhecida, sendo transmitida por mosquitos dos gêneros AedesCulex Anopheles. No ser humano, caracteriza-se por comprometimento do parênquima.

“É importante ressaltar que os seres humanos não são um hospedeiro natural para dirofilariose. Em casos raros, os heartworms infectaram pessoas, mas não completam seu ciclo de vida. A dirofilariose irá migrar para o pulmão humano e causar uma lesão redonda que se parece com um tumor. De acordo com pesquisas recentes, “a maioria dos casos relatados de infecção por dirofilariose (D. immitis) em humanos tem sido em pessoas sem sintomas. Pessoas com sintomas podem ter tosse (incluindo tosse com sangue), dor no peito, febre e derrame pleural (excesso de líquido entre os tecidos que revestem os pulmões e a cavidade torácica). ”

Dra. Sarah Kalivoda – Mountain View Animal Hospital & Holistic Pet Care

O que é:

A dirofilariose é uma zoonose pouco conhecida causada por Dirofilaria spp., nematódeo mais conhecido como verme do coração dos cães (Dirofilaria immitis), parasita do sistema circulatório desses animais, mas que também pode acometer gatos e o ser humano.

Transmissão:

Sua ocorrência está intimamente ligada à presença de mosquitos vetores (Aedesspp., Anopheles spp., Culex spp.), condições climáticas favoráveis, assim como trânsito entre regiões indenes e endêmicas/epidêmicas. O ser humano pode se infectar com D. immitis (pulmão), Dirofilaria repens (pulmão, subcutâneo) e Dirofilaria tenuis (subcutâneo). A fisiopatologia está intimamente ligada à morte do parasita onde, no cão, pode induzir a obstrução de vasos circulatórios e no ser humano produzir uma lesão nodular com intensa reação inflamatória no parênquima pulmonar com formato de moeda observada nas radiografias.

Diagnóstico:

Pode ser diagnosticada pelo exame físico, pela detecção de microfilárias na circulação sangüínea, imunoadsorção enzimático (ELISA), alterações radiográficas, ecocardiografia, ultrassonografia e necropsia.

Tratamento:

Há riscos no tratamento, sendo a prevenção com a utilização de drogas nos animais o método mais eficaz, principalmente em visitas a áreas endêmicas ou epidêmicas, diminuindo-se, assim, o risco para saúde pública devido à disseminação do parasita.

Conclusão:

A dirofilariose tem apresentado ampla ocorrência mundial, estando relacionada a fatores ambientais (características climáticas, presença de vetores e reservatórios animais infectados) e sócio- demográficos (condições precárias de saneamento e deslocamento de animais e seres humanos de áreas indenes ou silenciosas para regiões endêmicas) favorecendo a disseminação da infecção. Parasita do sistema circulatório sanguíneo dos animais e do ser humano, causa lesões pulmonares e cardíacas em cães e lesões no parênquima pulmonar nos gatos e seres humanos, podendo, ainda, nesses últimos, causar lesão granulomatosa em forma de moeda. Como o tratamento pode ser fatal, no caso de cães, e invasivo, no caso dos seres humanos, a principal recomendação é a prevenção das possíveis fontes de infecção, os cães, principalmente quando do deslocamento às regiões com alto índice de infecção, visto o alto número de casos não diagnosticados e registrados em seres humanos, levando esta zoonose, de caráter emergente, ser caracterizada como negligenciada.

Fontes:

Artigo: ISSN 0103-8478 Scielo: Dirofilariose. Zoonose emergente negligenciada

Website: https://mtnviewvet.net/heartworm-life-cycle-in-dogs-and-humans/

Palavras-chave: dirofilárias, cães, ser humano, zoonose, mosquito, saúde pública.

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